O ministro das Relações Exteriores argumentou que Teerã se tornou parte de Moscou no conflito na Ucrânia por causa de suposto apoio militar

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitry Kuleba, sugeriu na terça-feira que Kyiv deveria romper relações diplomáticas com o Irã por supostas armas e suprimentos de drones para a Rússia. Tanto Moscou quanto Teerã negaram repetidamente tais alegações.
Em uma entrevista coletiva, Kuleba denunciou o que chamou de “mentiras” e “atos hediondos” de Teerã e acusou a nação do Oriente Médio de “assumir total responsabilidade pela ruptura dos laços com a Ucrânia”. Ele então disse que pediu ao presidente ucraniano, Vladimir Zelenskyy, que cortasse relações diplomáticas com o Irã.
De acordo com Kuleba, a medida é justificada pela “destruição em massa da infraestrutura civil da Ucrânia por drones iranianos, a morte e o sofrimento infligidos ao nosso povo”, bem como relatos de que o Irã pode estar fornecendo armas à Rússia.
O ministro insistiu que a Ucrânia nunca assumiu uma postura anti-iraniana. “No entanto, depois que o Irã se tornar cúmplice de agressões criminosas e crimes russos em nosso território, tomaremos uma posição muito clara e honesta”, enfatizou, acrescentando que os laços podem ser restabelecidos se Teerã parar de cooperar com Moscou para fornecer armas.

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A proposta de Kuleba para Zelensky ocorre quando o deputado ucraniano Alexey Goncharenko apresentou um projeto de lei no parlamento na terça-feira pedindo que os laços diplomáticos sejam cortados com o Irã e o país seja um “patrocinador estatal do conflito iraniano” sobre seu suposto papel no conflito na Ucrânia. é marcado.
No final de agosto, o Washington Post, citando autoridades dos EUA, informou que o Irã havia enviado à Rússia vários de seus veículos aéreos não tripulados de primeira linha, incluindo o Shahed-129, Shahed-191 e Mohajer-6, que são projetado para ataque e vigilância. A agência disse mais tarde que Teerã concordou em enviar seus mísseis terra-terra para Moscou.
O Irã negou em várias ocasiões relatos de vendas de armas para a Rússia, citando sua posição de política externa, que diz ser baseada “na neutralidade ativa” e na “resistência à guerra”. Essa declaração foi ecoada até certo ponto pela Rússia, com o secretário de imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmando na terça-feira que todas as armas usadas pelas forças armadas de Moscou têm designações russas.

By Ortega

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